quinta-feira, 12 de abril de 2012

GOSTO DE DESENHOS, ME PROCESSE #02 - Kuragehime

Cinco otakus, na acepção mais ampla da palavra. Uma garota que precisa desesperadamente fazer as sobrancelhas. Água Vivas. Um cross-dresser. Coloque todos esses elementos na mesma panela, cozinhe em fogo baixo e tempere com momentos hilários e um discurso nada piegas de seja você, seja feliz (não acredito que escrevi e vou publicar isso, por favor, me dêem licença para eu me matar de vergonha ali no canto), e voilá: você terá um dos animes mais legais que eu já tive a oportunidade de ver. 

E não, isso não decorre da minha excentricidade inata (embora este sempre pareça ser um bom tópico para debate e possa, levemente, ter influenciado minha preferência por este anime), mas de uma avaliação objetiva e minuciosa da qualidade da produção (cof).

Kuragehime, que pode ser traduzido como Princesa Água-Viva (eu sei, eu sei, mas na vá embora ainda, ao menos veja o vídeo abaixo), é um anime que foi ao ar de outubro a dezembro de 2010 no Japão e se baseia na mangá homônimo de Akiko Higashimura, o qual continua sendo publicado. Eu não li o mangá por falta de tempo, mas você encontra scanlations com facilidade na internet e o Pururin Fans está traduzindo-o para o português. Licença no Brasil? Esquece. Kuragehime é josei (convencionalmente definido como voltado ao público feminino, mas menos “adolescente” que o shoujo) e, convenhamos, publicações desse tipo são escassas por aqui.

Tsukimi, Kuranosuke e Clara (a água-viva - sim, eu faço referência a águas viva em legendas) em uma ilustração fofa de autor desconhecido.

Mas, sim, você quer saber afinal do que se trata Kuragehime: bem, nossa protagonista, Tsukimi, adora águas-vivas e passa um bom tempo da vida desenhando-as e observando-as no aquário de Tóquio. Ela quer ser desenhista de mangás, mas não teve muito sucesso até o momento e vive em um pensionato só para mulheres (onde homens não são permitidos nem como visitas) com mais quatro jovens peculiares, todas também otakus e especialistas em uma determinada área: trens de miniatura colecionáveis (oi, Sheldon?), bonecas, samurais e a era feudal japonesa, e por aí vai. Todas super tímidas e socialmente ineptas. Por essas e por muitas outras originalidades, Kuragehime rende bons momentos, além de tocar de leve no assunto dos NEETS (not in education, employment or training – clica aqui que a Wiki diz tudo), já que todas as garotas se encaixam na categoria. 
 
Não acabamos aqui, claro. Afinal ainda não falei do cross dresser. Enfim, no primeiro episódio Tsukimi vê uma água-viva dividindo o aquário de uma loja com outra espécie que pode matá-la. Ela tenta avisar ao vendedor hipster (não sou eu quem diz, é o próprio anime, que ensina com bom humor a reconhecer um neste primeiro episódio), o qual não dá muita bola para a garota esquisita. E é aí que uma mulher muito bonita e extravagante intercede em favor de Tsukimi. No fim das contas, Tsukimi descobre sem querer que a moça em questão não é uma moça, mas um rapaz, Kuranosuke, o filho ilegítimo de um político que faz cross-dressing – ainda que não seja homossexual - para evitar que o pai tente obrigá-lo a uma carreira política (e porque tem uns problemas mal-resolvidos com a mãe dele, mas isso é freudiano demais para eu tentar explicar aqui). O excêntrico garoto acha Tsukimi e as demais garotas do pensionato (“Amars”, como elas se referem a si mesmo) fascinantes em seus hábitos e comportamento fora do padrão, no melhor sentido possível, e começa a freqüentar o local. Isso, claro, escondendo de todos, com ajuda de uma Tsukimi sempre desconfortável em sua presença, sua real identidade.

 Festa estranha com gente esquisita. Kuragehime, you had me at hello.

Além da estória ser legal e visualmente acima da média, olhem essa abertura. Sério, é uma das mais bacanas que já vi em qualquer tipo de desenho, sejam os americanos ou até em outros animes. E não minta, você até deu replay para procurar as referências que eu sei!


Star Wars, Cantando na Chuva, Marry Poppins, 007, Contatos Imediatos de 3º Grau e tudo o mais que você conseguir encontrar.

A música de encerramento também é tão fofa quanto a de abertura, eu garanto. Uma pena é que a série animada possua poucos episódios, o que espero ansiosamente seja compensado com uma segunda temporada.

Então, é isso. Kuragehime me rendeu ótimos momentos ano passado e é mais do que recomendado, em especial para fãs de shoujo e josei. Se você nunca se aventurou por animes antes mas estava procurando uma oportunidade para começar, ela está bem aí.

E, cara, sério: Nunca usei tantas vezes sinônimos de "esquisito" em um mesmo texto. Estava quase levantando meu bumbum da cadeira para ir buscar um dicionário, mas felizmente a resenha acabou e eu não precisarei mais me preocupar em não repetir palavras.


domingo, 1 de abril de 2012

ASAS (Fadas #01)

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Laurel estava hipnotizada, olhando para as coisas pálidas com os olhos arregalados. Eram terrivelmente bonitas - bonitas até demais para se expressar com palavras. Laurel voltou-se para o espelho novamente, os olhos nas pétalas que flutuavam ao lado de sua cabeça. Elas pareciam quase como asas.



Asas (Fadas #01)
Aprilynne Pike
294 páginas (paperback)
Harper Teen
Edição nacional pela Bertand Brasil





Não darei explicações sobre meu paradeiro nos últimos meses. Talvez precisasse te matar se você soubesse de algo, então vamos manter as coisas em sigilo. Possa apenas tranquiliza-los de que estou bem e os rebeldes pró-democracia NÃO TOMARÃO O REINO. REPITO: NÃO TOMARÃO O REINO. Súditos de Lekatopia, durmam em paz. A primavera árabe felizmente não chegou por aqui e quando chegar, daremos aos rebeldes uma cópia completa e no original de “A Saga Crepúsculo” para que eles desistam dessas aspirações democráticas. 

Não, não daremos. Isso seria tortura e eu seria punida pelo Tribunal Penal Internacional.

Mas então, você está atrás de uma resenha de Asas. Certo. Sob o título original de Wings, é o primeiro de uma trilogia que virou “saga” e conta ainda com Spells (que saiu no Brasil recentemente como Encantos) e Illusions. O anunciado último livro da série se chamará Destined e deve ser publicado nos EUA em 01/05/2012. Não farei comentários sobre a edição nacional porque li a versão paperback norte-americana em setembro do ano passado, em um book tour promovido pelo Murphy’s Library (obrigada Guta e Maeva pela oportunidade!).

Com sinceridade, se é verdade que passei as primeiras cem páginas xingando o livro mentalmente, também é verdade que passei as últimas cem virando página atrás de página para chegar ao final (e não porque era tão torturante que eu queria que acabasse, mas porque era do meu interesse saber o que aconteceria a seguir). Asas é como uma música tão ruim que quase chega a ser boa (ok, não boa, mas aquela música que você sabe todas as rimas pobres do refrão e ainda canta no chuveiro...Pense na abertura daquele seriado da Rede Globo que tem a música "Entre Tapas e Beijos" sendo cantada pela Joelma). Objetivamente analisado, acho Asas ruim: pessimamente escrito, com personagens que geram de pouca a nenhuma empatia por parte do leitor e uma estória cheia de passagens em que fica difícil acreditar que as personagens ajam com um mínimo de racionalidade (e que terminam por soar forçadas e inverossímeis). Mas não posso dizer que odiei. A culpa me corrói nesse momento, mas, para falar a verdade, eu meio que gostei. E por “meio que gostei” quero dizer que me diverti e que eu leria uma eventual sequência.

Tentei achar motivos para ter gostado, tentei mesmo. O mais perto que consegui chegar foi a “teoria do bom por comparação”. Veja, tendo ouvido sertanejo universitário nos últimos meses (contra a minha vontade, diga-se de passagem, mas tente andar de carro sem algum babaca do seu lado parar com o som no último volume tocando...adivinhe?) e visto “Amanhecer – parte 01”, eu ando meio que gostando de tudo que leio/vejo/ouço POR COMPARAÇÃO. Não é que eu goste de quiabo, mas quiabo parece bom se comparado a...sei lá, dobradinha. Mas não é bom comparado à comida da sua avó (ou talvez seja, mas daí é seu problema de família, não meu).

Desculpe, mas é verdade.

A estória fala sobre Lauren, uma adolescente que acha normal: (i) comer meio pêssego e tomar uma lata de refrigerante light o dia inteiro (de onde eu venho chamamos isso de anorexia, mas ok); (ii) sentir um calombo do tamanho de uma bola de tênis nas costas e não contar para seus pais para não preocupá-los (SÉRIO?); e (iii) quando dito calombo vira uma flor (sim, uma flor nascendo nas suas costas) não cogitar esquizofrenia nem, mais uma vez, contar para seus pais, mas sim correr para a casa do cara bonitinho da escola  tirar um pedaço da coisa e olhar no microscópio para ver do que se trata. Percebe o problema? Como eu vou ter empatia por alguém assim? COMO?

Por que você é tão burra, Lauren? Por que???

Mas enfim, sem maiores spoilers, a partir daí eles descobrem que Lauren é na verdade uma fada (o que justifica alguns itens acima, menos a burrice da protagonista) e que o mundo das fadas e dos humanos está em perigo e bláblá. Claro, no meio de tudo coloque dois interesses amorosos (o cara fada bonitinho e o amigo bonzinho e chato) disputando o afeto da protagonista insossa e voilá, você tem um livro.

Para ser justa, a mitologia é legal, embora eu tenha lido várias resenhas de pessoas que gostaram do livro, mas acharam a mitologia esquisita. Bem, esquisita ela é, mas ao menos é original. Basicamente, Lauren tem uma flor nascendo nas costas porque é uma planta, uma espécie evoluída de planta que nós conhecemos como “fadas”. É bizarro, eu sei, mas também achei interessante. E a explicação sobre como as fadas se dividem nas cortes e a função de cada uma também vale pontos para Aprilynne Pyke. O que NÃO vale pontos para a autora, contudo, são frases prontas e personagens formuláticas.

Enfim, não recomendo a menos que você seja MUITO FÃ de YA sobrenatural. Apesar disso, alerto que pode ser uma experiência divertida. E você pode sentir culpa pela voracidade com que devorou o livro no fim das contas.

 
Narrativa: 3/5
Desenvolvimento das personagens: 2/5
Fator X: Nada, nada, nada para colocar aqui. Além do mistério de eu ter achado divertido um livro para o qual dei duas estrelas.
Avaliação Geral: 2/5

Obs1: Este retorno não é uma piada de primeiro de abril. Não esperem, contudo e infelizmente, nenhuma regularidade nos posts, pois pelo menos até a metade do ano as coisas continuarão muito corridas.

Obs2: Começo de post livremente inspirado nisso, embora eu não goste do Sacha Baron Cohen.

sábado, 30 de julho de 2011

THE TRUTH ABOUT FOREVER

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“Um longo e quente verão. É isso que Macy espera. Seus dias serão gastos em um trabalho chato na livraria, os fins de tarde serão dedicados à aumentar seu vocabulário para os SATs e as noites serão passadas na companhia de sua mãe, ambas em um luto silencioso pela traumática perda do pai de Macy. Mas as vezes coisas inesperadas acontecem. (...) Enquanto Macy se aventura para fora de sua concha, ele começa a se perguntar: é melhor estar segura do que arrependida?”


The Truth About Forever
Sarah Dessen
374 páginas (paperback)




The Truth About Forever foi o primeiro livro de Sarah Dessen que eu li, graças a mais do que ótima campanha da Lisse (Livro...Filme...Música) para divulgar os livros da autora e trazê-los para o Brasil. Aliás, por aqui até o momento saiu apenas Just Listen, pela Editora Farol. Mas é claro que o título original não foi mantido sem adendos (God forbid!), e com isso fomos presenteados com o  incrível subtítulo: “Just Listen – a garota que esconde um segredo”.

Ok, ok, mas muito amor para a Editora Farol por ter sido a pioneira em trazer um livro da autora para o Brasil. Aliás, o próxima livro de Sarah a ser publicado no Brasil será A Caminho do Verão (Along for the ride no original), pela mesma editora. Não tenho muita certeza do por quê The Truth About Forever não ter sido escolhido como o próximo lançamento por aqui, pois os fãs da autora costumam eleger ele e Just Listen como seus melhores trabalhos. Mas a resenha não é sobre isso. Então, seguindo em frente.

Primeiramente, por meio deste confesso: não tinha muita vontade de ler nada da Sarah Dessen até a referida campanha (vide o 1º parágrafo, caso você o tenha pulado). Publicada no Brasil ou não, todo mundo que gosta de livros YA um pouco além do normal já ouviu falar dela. E possivelmente que seus livros seguem uma forma bastante similar: verão + personagem que precisa superar algo + garoto bonitinho com uma personalidade adorável que torna todo o processo mais divertido. E sim, The Truth About Forerever não deixa de ter tudo isso, mas vai além.

Não vou expandir muito o resumo da estória, mas basicamente o livro nos apresenta Macy, uma garota que tenta lidar, do seu modo, com a perda do pai. A vida familiar de Macy está desmoronando, mas a exemplo de sua mãe, ela insiste que tudo está bem. E a obsessão de Macy pelo “estar bem” atinge níveis insuportáveis em todas as esferas de sua vida, pois tentar ser perfeita o tempo todo dá muito trabalho, além de ser o caminho mais certo para a frustração. Sei disso porque vejo Dr. Drew nas horas vagas.


Brincadeira. Eu não vejo Dr. Drew. JURO! 

Em um momento de epifania digno de Clarice Linspector, Macy decide dar o primeiro passo para uma mudança na sua maneira de encarar as coisas. E ela faz isso do modo menos óbvio possível, ao arranjar um trabalho de meio-período em um buffet de festas com integrantes disfuncionais e um ambiente absolutamente caótico. E Macy percebe que era exatamente disso que ela precisava: um pouco menos de ordem, um pouco mais de diversão.

É um livro bastante intimista. Não há grandes eventos (ninguem vai salvar o mundo aqui) e o foco aqui são os relacionamentos de Macy, não só no sentido romântico, felizmente. No fim do dia, trata-se de acompanhar Macy numa jornada de auto-descoberta. E isso não significa que o ritmo do livro é lento...Claro, não vá esperar ação no estilo Jogos Vorazes, mas o ritmo é adequado à proposta da autora e eu devorei o livro em poucos dias, mesmo estando com conjuntivite na época (ou seja, o livro é bom, pois houve todo um esforço extra da minha parte para lê-lo enquanto fazia compressas com algodão e água gelada).

   Magnífico!

De certa forma, a escrita simples e fluída de Dessen sempre tem algo para nos dizer, se pararmos para refletir sobre os diálogos das personagens. Pareceu bem característico da autora deixar que seus leitoras façam terapia por meio do livro. No entanto, isso nunca é feito no modo “lição de moral”, não há respostas prontas aqui.

Em suma, estou satisfeitíssima com o livro e certamente pretendo ler mais coisas de Dessen, formuláticas ou não. Reconheço que o estilo dela não vai agradar todo mundo, mas certamente ela é uma autora de qualidade e vale a pena dar uma chance às suas obras.

E, ok, depois daquele fime "Meu Novo Amor" baseado nos livros da Sarah Dessen, acho que todas as protagonistas da autora vão ter cara de Mandy Moore para mim (mas valeu a pena, porque os extras do DVD trazem uma matéria especial sobre livros YA).
 
Narrativa: 4/5
Desenvolvimento das personagens: 5/5
Fator X: Estórias de verão não significam personagens unidimensionais. #todoscomemora
Avaliação Geral: 5/5

segunda-feira, 18 de julho de 2011

POUT-PORRIE #01 - Sophie Kinsella


Adoro Sophie Kinsella. E tenho certeza que seriamos melhores amigas, tomando chá à tarde num jardim inglês e usando gírias como “bloody [whatever]”. E ela me enviaria ARCs dos seus livros e colocaria dedicatórias neles para mim, por toda a ajuda no processo criativo. NÃO, melhor: ela escreveria um livro sobre mim. Sim, é isso. Ela escreveria um livro sobre mim e dividiria os royalties porque “é o mais justo a fazer, considerando que toda a inspiração da personagem veio de você!”; e eu diria “Ah, Sophie! Não é realmente necessário! Se bem que, você sabe, aquele incidente em que a protagonista se enfureceu com o garoto que não conseguia respirar e que agora será juiz e jamais deixará barato qualquer caso que ela pegar FOI exatamente o que ocorreu comigo”.

E nos duas riríamos e eu usaria meus royalties para comprar mais livros no Better World Books, ajudar os desabrigados e ir morar no Japão.

MAS passados os meus devaneios, imagino que a maioria saiba quem é Sophie Kinsella (ou Madeleine Wickham, que é um nome muito mais legal então me expliquem porque ela não o usa). Em caso negativo, você pode olhar na Wikipedia, pois estou com preguiça de entrar em detalhes. De todo modo, sou muito fã dela, porque NINGUÉM no universo consegue fazer suas personagens principais passarem por situações tão embaraçosas que eu tenho vontade de largar o livro tamanha a vergonha alheia experimentada. Ela é uma diva e, portanto, merece ter um post dedicado a sua obra (por outro lado, é a minha tentativa de um dia, quem sabe, ela colocar no Google “SOPHIE+ KINSELLA+BRASIL”, ver isso aqui e efetivamente me chamar para tomar um chá).
 
 SOPHIEMECONVIDA

Independentemente de meus motivos ulteriores, a idéia é falar um pouquinho (bem pouquinho) dos trabalhos da Sophie já publicados por aqui, ainda que uma maneira totalmente subjetiva e que dificilmente vai servir ao propósito de ajudar alguém a decidir se lê um dos títulos abaixo ou não. Oh well...

SPOILERS AHEAD! Prossiga por sua conta e risco.

 “DELÍRIOS DE CONSUMO DE BECKY BLOOM” (e todas as sequências):
Protagonista? Becky Bloom, jornalista financeira sem o menor controle sobre suas finanças pessoais.
Cara bonitão? Luke Brandon, executivo-chefe da Brandon Communications ou “o cara que inicialmente empresta 20 libras para Becky achando que ela vai comprar um presente para a tia doente, quando na verdade o presente é para ela mesmo, o que lógico ele descobre e a situação toda é muito embaraçosa”.
É sobre o que mesmo? Sobre aprender a segurar seus impulsos consumistas numa sociedade em que o ter se sobrepõe ao ser. Não, na verdade não. É sobre Becky tentando ordenar suas finanças enquanto foge do gerente do banco, Derek Smeath.
E, tipo assim, você acha que eu devia ler? Acho. LEIAAGORA.
Comentários adicionais e sem utilidade prática: Becky Bloom é uma das poucas personagens que não aprende nada ao longo de diversos livros e que mesmo assim eu amo. Muito. Porque ela sou eu (não se acanhem, ela é todas nós). A verdade é que é difícil ser uma pessoa controlada quando o Submarino te manda emails todo o dia (várias vezes ao dia) dizendo que é a sua última oportunidade de aproveitar até 70% de descontos em mais de 10.000 livros.

Ainda não cheguei neste ponto, por falar nisso.

“O SEGREDO DE EMMA CORIGAN”:
Protagonista? Emma Corigan, que fala mais do que devia e mata a planta da colega de trabalho chatinha lhe dando suco de laranja e não água.
Cara bonitão? Jack Harper, executivo-chefe da Panther Cola ou “o cara que senta ao lado de uma louca no avião que durante uma turbulência conta a ele todos os seus segredos mais embaraçosos”.
É sobre o que mesmo? Uma lição de vida sobre como você deveria manter sua boca fechada em momentos de crise, pois o estranho que ouviu tudo o que você acabou de dizer pode ser o fundador da empresa em que você trabalha. É batata, como diria Nelson Rodrigues.
E, tipo assim, você acha que eu devia ler? É um de meus favoritos dentre os livros de Sophie, então, duh.
Comentários adicionais e sem utilidade prática: Li “O Segredo de Emma Corigan” há tanto tempo que talvez se o reler hoje, deixe de ser meu favorito. Mas hey, o livro é tão bom que até a diva Meg se “inspirou” (para aqueles com a sutileza de Sheldon Cooper, sim, eu estou empregando o expediente do eufemismo) nele para escrever “Rainha da Fofoca”. Só que ela trocou o avião por um trem, a protagonista inteligente por um ser semi-idiota que esquece de entregar o TCC (oi?).

“SAMANTHA-SWEET EXECUTIVA DO LAR”:
Protagonista? Samantha Sweeting, advogada workaholic que não sabe nem fritar um ovo e após um surto vira empregada de um casal de novos ricos simpáticos.
Cara bonitão? Esqueci o nome dele pessoas...Desculpem-me! Mas ele tinha um bar, adorava a mãe e sabia lidar com flores.
É sobre o que mesmo?Work and life balance”, como diria o RH da sua empresa.
E, tipo assim, você acha que eu devia ler? Como tudo de Sophie, é um chick lit leve e divertido, mas não o acho um bom livro e esta longe dos melhores de Sophie (a maioria das pessoas cujas resenhas a respeito já li parecem, no entanto, discordar de mim). Então não, não recomendo.
Comentários adicionais e sem utilidade prática: Esse livro começou muito bem, a protagonista era uma workaholic inveterada que tenta “contrabandear” o Black Berry para dentro de um SPA que proíbe eletrônicos. Ri horrores com a obsessão dela por trabalho, me identifiquei aqui e ali e achei o surto de Samantha quando ela comete um erro que poderia lhe custar sua carreira bem crível. Mas daí quando ela passou a trabalhar como empregada doméstica para um casal de ricos no interior da Inglaterra porque foi confundida com alguém que iria fazer entrevista para a posição...Bem, daí foi um pouco demais. Não exijo muito, mas um mínimo de verossimilhança vai muito bem, obrigada.

“LEMBRA DE MIM?”:
Protagonista? Lexie Smart, vítima de amnésia com um marido lindo, um apartamento grande e uma posição de chefia na empresa.
Cara bonitão? Jon, amante de Lexie (fica feio dizer dessa forma, mas não vou enfeitar a coisa. Se você chamar a melancia de banana, adivinhe só, ainda é uma melancia).
É sobre o que mesmo? Dirigir com segurança para evitar um acidente de carro que lhe custará sua memória dos últimos três anos, no qual você sofreu transformações mais drásticas do que aquelas de Extreme Makeover: Home Edition.
E, tipo assim, você acha que eu devia ler? Se for fã de Sohpie, sim. É melhor que “Samantha Sweet”, mas não é um dos meus favoritos.
Comentários adicionais e sem utilidade prática: Lexie é uma protagonista meio chatinha, para falar a verdade. Ela não tem nenhum traço meio psycho como a Becky Bloom, Emma, Lara ou Sadie. E eu confesso que eu tinha certeza que o acidente tinha sido uma tentativa de homicídio e que perpetrador e o motivo seriam revelados no seu devido momento...No fim, não era nada disso, o que é uma pena, porque misture chick lit com tentativa de homícidio e eu já estou amando muito tudo isso.

“MENINA DE VINTE”:
Protagonista? Lara Lington, headhunter, stalker do ex-namorado e Chico Xavier nas horas vagas; e Sadie, tia-avó de Lara que curte dançar um Charleston e sacudir umas correntes por aí.
Cara bonitão? Ed, workaholic divo que aceita sair com Lara após ela lhe pedir em uma reunião de trabalho...em que ela entrou de penetra. Pois é.
É sobre o que mesmo? Sobre guardar as jóias dos seus parentes falecidos para que eles não venham atrás de você te pedindo ajuda para achá-las, o que possivelmente lhe renderá uma internação e remédios para esquizofrenia.
E, tipo assim, você acha que eu devia ler? Neste momento. Abra uma nova aba no navegador e encomende o seu exemplar com o cartão mágico mencionado acima.
Comentários adicionais e sem utilidade prática: Eu adoro estórias de fantasmas e Sophie Kinsella e os anos 20. A combinação foi meio certeira, para falar a verdade. Mas Menina de Vinta é mais do que isso...É a primeira vez que eu efetivamente fiquei triste em uma estória de Sophie, a primeira vez em que suas personagens são mais complexas e que os assuntos abordados um pouco mais sérios. Ainda é Sophie, ainda é divertidíssimo...Mas  é mais do que isso. E o resultado é incrível.

Então é isso. Não posto há séculos, mas tenho dificuldades em gerenciar meu tempo na minha vida pessoal, como vocês já sabem.
 

 Ok, tenho sérias dificuldades. Ah, cale a boca.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

TÓPICOS ALEATÓRIOS DE UTILIDADE PÚBLICA #5 - Meme "Marcados!"

Todos vocês sabem da minha preguiça para responder memes. Aliás, todos vocês sabem da minha preguiça DE MANEIRA GERAl. O que é bem triste.

Mas o meme abaixo, que foi passado pela Cherry_B do NUPE, é bom demais para deixar passar (bom em um sentido "vou responder perguntas que sempre quis responder sem precisar parecer louca"). Então, às regras, senhores!

REGRAS

1 - Você não fala o sobre o Clube da Luta.
1- Levar o banner do desafio; (ok, eu procurei o banner nos outros blogs que participaram e não achei...Sue me)
2 - Linkar quem te marcou;
3 - Marcar 5 blogs e avisá-los:
- Nii, do Faz Parte.
- Nathi, do Track 3 Kid.
- Evellun, do Hey Evellyn.
- Lisse, do Livro...Filme...Música.
4 - Responder às perguntas:
 
 
1) Gostaria de ser um vampiro e viver eternamente?
Hum...não?

2) Se fosse um vampiro(a) como gostaria de ser chamado(a)
“Leka, Imperatriz do Submundo”? Ou talvez “Leka, Imperatriz do Vale das Sombras”? ou “Leka, Soberana dos Sete Reinos Vampíricos”? Ou simplesmente master-chief, pois sempre adorei esta alcunha e não pretendo ser uma militar norte-americana para usá-la!

3) Qual a idade que gostaria de ter para sempre?
21, possivelmente.

4) Qual seria sua aparência?
Dark and mysterious” (vide pergunta 5 para maiores informações)

5) Seria do bem ou do mal?
Isso pode ser muito subjetivo...Mas tenham certeza que se qualquer autor de livros YA sobre vampiros fosse me descrever, diria “dark and mysterious” (afinal, todos sabemos que essa é a descrição padrão para qualquer livro adolescente com um ser sobrenatural...Meu Deus, Edward Cullen é “dark and mysteriour”...Aham! Eu usaria a palavra stalker, mas enfim)!

6) Viveria entre os humanos ou preferia ser solitário?
Uuuuhh...Uma desculpa para me engajar menos em programas que envolvam convívio social...Gostei disso.

Breve nota para minhas amigas que lêem isso: Obrigada por manterem a fé em mim rs!

7) Conseguiria viver de sangue ou seria "vegetariano"?
Olha, eu acho morcilha uma coisa MEGA nojenta, então possívelmente viveria de True Blood (e eu gosto de tofu, algo absolutamente insosso, e imagino que True Blood seja algo semelhante rs).

8) Qual seu vampiro da ficção favorito?
Eric Northman...MAS, vocês já sabiam disto.

 9) Qual seu livro sobre vampiros favorito?
Livro? Pode ser série? Pode sim (o blog é meu, eu faço as regras hoho)! Então é “As Crônicas de Sookie Stackhouse” – recomendo para todos no universo =D

10) Assiste algum seriado sobre vampiros atualmente?
Se atualmente significa “baixo todos os episódios da última temporada a cada recesso da faculdade”, então sim, acompanho True Blood. Mas me convenci a assistir The Vampire Diaries mesmo tendo desistido dos livros por volta da página 50 do primeiro...Muito chato! Enfim, vamos ver no que dá (se bem que não pode dar muito errado com o Ian Somerhalder no elenco).

11) Indique um filme sobre o assunto:
Sou mais uma pessoa de “filmes de zumbi”, se é que vocês me entendem...

12) O que acha da saga Crepúsculo?
Horrível. Simplesmente horrível. Demais até para se expressar em palavras.

13) Qual o vampiro(a) mais lindo(a) da atualidade?
Tie-in entre Eric Northman e Damon Salvatore. O critério de desempate, que dá a vitória ao Eric, é “foi um viking na sua vida humana =]?”

14) Qual o casal mais lindo?
O Lestat de Tom Cruise e o vampiro interpretado pelo Brad Pitt em “Entrevista com o Vampiro” (esqueci o nome dele, mas Brad Pitt é referência o suficiente)? Ah, tá na cara que eles eram um casal. E um casal LINDO, os dois ;]!

15) Prefere um anjo ou um vampiro?
Se um ser humano vivo e respirando não for uma opção, fico com o Cas ;) (vejam bem, não é um anjo qualquer, é o Cas). O que me lembra...

Castiel is the new Regina George. Mais em "Fuck Yeah Castiel"

 Ou melhor, o veículo de Miguel também vale? Nesse caso, Dean, apresente-se!
 
16) Preferia namorar um lobisomem ou um vampiro?
Minha experiência recente com “Calafrio” e “A Garota da Capa Vermelha” foi muito traumatizante (leia-se: Oh, que grande perda de tempo!), então fico com os vampiros. E não, nada na saga Crepúsculo se compara minimamente com a noção de vampiro no meu imaginário.
17) Se fosse um vampiro namoraria um humano?
Hum...Não. Possivelmente não.
18) Se os vampiros existissem, se apaixonaria por um?
Depende, essa hipótese contempla a possibilidade de vampiros gatíssimos como Eric Northman e Damon Salvatore existirem?

19) Se fosse um vampiro, seria vingativo?
Duh. E possivelmente usaria meu poder especial para isso (vide pergunta 21 abaixo).

Brincadeira, acho que a perspectiva da eternidade te dá coisas mais importantes para fazer (como planejar a dominação mundial através dos séculos) do que planejar vinganças...A menos que eu passasse por alguma situação semelhante a da Beatrix Kiddo. Improvável.

20) Seria bela ou monstra?
Dá para ser os dois? Gosto da idéia de vampiros lindos que quando ficam bravos “mudam” para uma cara medonha =}

21) Qual poder gostaria de ter?
Super força? Poder de ler mentes? Poder de convencer as pessoas a fazerem o que eu quero? Se não der para ter todos, fico com o “poder de convencer as pessoas a fazerem o que eu quero”!

22) Conseguiria ficar longe de sua família?
Ahhh, não! Sou uma sentimental (beeem no fundo), o que posso fazer?

23) Se vivesse eternamente o que você gostaria de fazer nesse tempo todo?
Dominar o mundo! Não, melhor: dominar o mundo através dos séculos. Muahaha. Vou ser o novo Império Romano “de uma mulher só”.

24) Em quais lugares moraria?
Se eu pudesse escolher, possivelmente moraria no Japão até se eu fosse um furão.

25) Teria coragem de transformar alguém em vampiro?
Não, não. Imagina que chato ter que agüentar alguém te odiando (porque não queria ser transformado) ou venerando o chão em que você pisa e querendo ser legal com você (porque queria ser transformado) POR TODA A ETERNIDADE. Sério, eu não sei se eu agüentaria a mim mesma por todo o sempre, imagina um terceiro que ainda vai querer disputar o controle da sociedade vampírica com você? Nope.

26) Qual seria seu pior inimigo (ser sobrenatural)?
Buffy? Ah, por favor, há algo de sobrenatural em como ela não morreu umas 250 vezes ao longo da série! Possivelmente eu também não gostaria dos leprechauns, porque se a dominação mundial não desse certo, poderia fazer mais fortuna que o Eike Batista capturando esses duendes irlandeses e obrigando-os a me levar até seus tesouros. Há.


domingo, 24 de abril de 2011

CORREIO REAL #1




Livros mencionados:
- Across the Universe, de Beth Revis. (Book Depository - Goodreads)
- Umbrella Summer, de Lisa Graff. (Book Depository - Goodreads)
- Tequila Vermelha, de Rick Riordan. (Buscapé Goodreads)
- A Pirâmide Vermelha, de Rick Riordan. (Buscapé Goodreads)
- A Passagem, de Justin Cronin. (Buscapé - Goodreads)
- O Chá de Bebê de Becky Bloom, de Sophie Kinsella. (Buscapé - Goodreads)
- Cidade dos Ossos, de Cassandra Clare. (Submarino - Goodreads)
- Uma amor de detetive, de Sarah Mason.  (Buscapé - Goodreads)
- The Goose Girl (Amazon Kindle - Book Depository - Goodreads)*

(*) Ia colocar a capa aqui, mas dá para ver pelos sites linkados ;]

Agradecimentos à:
Danni Fuller, do All About Me.

Depois de ter concluído o vídeo, percebi que esqueci de mostrar algumas cartinhas que recebi. Fica para a próxima. 
E, claro, uma Feliz Páscoa para todos!

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